segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Virtude a despeito

Há braços que são fortes.
Que nasceram para a peleia
e para pesos sobre-humanos.
Esses, nunca são amputados,
que a maior parte da virtude
é ausência de defeito.
E há ventres abençoados,
nascidos para parir
rebentos uns atrás dos outros.
Como frutos fora de época
crescidos no cativeiro da estufa,
Sempre lustrosos e sem sabor.
Ventres férteis, nunca secam
ou alimentam cancros,
que o grosso da virtude
está em não se ter defeito.
E os líderes?
Porque nunca se curvam os líderes?
Como as costas dos velhos,
que não deixam de ser sábios
mas não sabem manter hirta
a dignidade esbatida pelos anos.
Ombros sem orgulho esmorecem cedo,
que oitenta por cento da erecção
é ausência de desventura
e um mundo de confiança.
Os donos das leis,
nunca são parvos e se vergam a elas.
Os donos da bola,
nunca se cansam em corridas tolas
que a virtude não transpira.
Há corpos nascidos para posar,
sem verrugas ou gravidade do tempo,
sem pêlo a mais ou cabelo a menos.
Os corpos das musas, são sempre esbeltos
que o eterno da beleza,
está no prolongar da juventude.

Zéphyro 03-11-2014

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