Alguém deixou por terra a democracia.
Quem foi que a vilipendiou
e esfaqueou pelas costas?
À laia da força bruta,
o sangue agora brota,
e pinta de sangue a brita
de um descampado qualquer.
Alguém omisso nas sombras da noite
sequestrou a igualdade.
Quem foi que a trancou
no mofo de uma cave
e deitou a chave ao mar?
À custa de quem é pobre,
fez-se uma verdade podre,
não para quem quer, mas para quem pode
ser dono de um buraco qualquer.
Alguém soprou de longe,
uma seta de zarabatana
que atingiu no coração a paz.
Quem foi que a soprou,
do seu moderno pau de fumo
e a deixou assim infame?
À pala de um mercenário
cansado de ser marceneiro
e de viver á mercê
de um general qualquer.
Assim vai...
Zéphyro 08-11-2014
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