e ampara os ombros lusitanos,
baixos como os olhos da vergonha.
Os teus braços, erguidos e abertos
parecem chamar cada um de nós,
que tem casa sem lar,
que tem mesa sem pão,
que tem filhos sem pai,
para um abraço, aconchegante e maternal.
A dor que trazes na voz,
é a doença de que padecem
os milhões de almas que olham para cima
sem conseguir tirar os olhos de ti.
Pois tu, és a referência,
tu és o caminho,
e tu és a coragem
que procuramos para viver
sem a dádiva da tua verdade.
Como chegamos ao mundo sem ti diva?
Como podemos tornar a ser
os pobres descendentes de Viriato?
Vendida a nossa honra por um saco de moedas.
Ser português é saudade!
Ser português é orgulho!
Ser português é fado!
Amália, não és portuguesa!
Amália, és Portugal.
Zéphyro 11-06-2014