Brita, gravilha, pedra e areia.
A paisagem que se estende
perante os teus olhos tristes de Agosto.
Terra árida, lugar de ninguém.
Sol, vento, sombra e morte.
As agruras que enfrentas
no caminho que percorres sem gozo.
Solo inóspito, lar sem gente.
Maldição, trovoada, solidão insana.
O que te oferece o céu do alto de si.
Cúpula nebulosa, fim dos tempos, barreira do real.
Brita, gravilha, terra e argila.
O teu que não te pertence
mas onde estás desterrado e desarmado.
Lugar sem vida para viver.
Agora que chove e se ouve
o som da chuva solene
a fazer-te companhia no assombro.
Agora que venta e chega
o outono frio que te enterra os pés.
Areias movediças que caminham os teus passos.
Agora que está escuro demais no chão do caminho
e que a luz te aflige e escapa entre os dedos,
qual cavalo selvagem que não se deixa arrear.
Morte, silêncio, nada para além do nada que és.
A solidão que te encerra a sanidade.
O momento porque esperas no mundo que desconheces.
Que cuidavas teu e a quem pertences.
Sibéria ocidental e acidentada.
Troca-se o justo pelo pecador.
O servo pelo imperador,
e a noite escura que te aguarda,
é o para sempre onde um dia
debaixo de sete palmos sossegará o teu ninguém.
A paisagem que se estende
perante os teus olhos tristes de Agosto.
Terra árida, lugar de ninguém.
Sol, vento, sombra e morte.
As agruras que enfrentas
no caminho que percorres sem gozo.
Solo inóspito, lar sem gente.
Maldição, trovoada, solidão insana.
O que te oferece o céu do alto de si.
Cúpula nebulosa, fim dos tempos, barreira do real.
Brita, gravilha, terra e argila.
O teu que não te pertence
mas onde estás desterrado e desarmado.
Lugar sem vida para viver.
Agora que chove e se ouve
o som da chuva solene
a fazer-te companhia no assombro.
Agora que venta e chega
o outono frio que te enterra os pés.
Areias movediças que caminham os teus passos.
Agora que está escuro demais no chão do caminho
e que a luz te aflige e escapa entre os dedos,
qual cavalo selvagem que não se deixa arrear.
Morte, silêncio, nada para além do nada que és.
A solidão que te encerra a sanidade.
O momento porque esperas no mundo que desconheces.
Que cuidavas teu e a quem pertences.
Sibéria ocidental e acidentada.
Troca-se o justo pelo pecador.
O servo pelo imperador,
e a noite escura que te aguarda,
é o para sempre onde um dia
debaixo de sete palmos sossegará o teu ninguém.
Zéphyro 05-06-2014
Sem comentários:
Enviar um comentário