Guitarras e batucadas de parte,
só os melhores tocam em Wembley.
Está o mundo repleto de coliseus
e outros estádios menos nobres
para os músicos que sobrevivem apenas
durante uma ou duas gerações, no máximo.
Quem foi ao Estádio do Império,
vive para sempre, de pais para filhos,
como uma qualquer doença hereditária.
Alguns, como a Voz da Rainha,
deixaram já a superfície palpável
desta terra que assassina os seus ídolos.
Esses, fizeram o som que se ouve ainda,
quais miragens promissoras,
no vazio deixado pela Arena.
Gritarias e uníssonos de parte,
só os deuses enrubesceram Wembley,
como outrora os mitos gregos
fizeram com o Olimpo.
Está o mundo cheio de salas
e bares ás moscas e média luz
preparadíssimos para receber
estes vulgares anti-fenómenos musicais.
Estão os bares recheados de garrafas,
ainda assim, poucos vêm para beber,
afugentados pelos acordes efémeros.
Palmas e desmaios de parte,
só os génios tocaram em Wembley.
Está lotado de palcos o mundo...
Que falta sinto dos altares e pedestais.
Zéphyro 11-12-2014
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