Sei de uma ciganita, de seu nome Melodia,
passa as horas a bailar
e a cantar noite e dia.
De olhar marejado
e nariz constipado,
segue a música por todo o lado
onde o seu apelo a levar.
e a cantar noite e dia.
De olhar marejado
e nariz constipado,
segue a música por todo o lado
onde o seu apelo a levar.
A ciganita Melodia, fruto dos meus devaneios,
é corcel desgovernado
sem limites e sem arreios,
que conhece o mundo galopando,
e faz dele o seu recreio.
Brinca onde morri eu primeiro,
sem nunca conhecer o sal de um pranto.
é corcel desgovernado
sem limites e sem arreios,
que conhece o mundo galopando,
e faz dele o seu recreio.
Brinca onde morri eu primeiro,
sem nunca conhecer o sal de um pranto.
Sei de uma menina de tez mesclada,
que tem fome de tudo
e não depende de nada.
Sempre vestida de veludo
e por vezes mal agasalhada,
faz da dor mero capricho,
e me tem preso ao nicho da sua voz inacabada.
que tem fome de tudo
e não depende de nada.
Sempre vestida de veludo
e por vezes mal agasalhada,
faz da dor mero capricho,
e me tem preso ao nicho da sua voz inacabada.
A ciganita de quem falo com inveja,
não teme que eu me esconda,
não lhe disturba que não me veja
se tiver uma melhor companhia.
Faz-se acompanhar por si mesma,
rápida como a morte ou lenta como a lesma,
sempre embalada pela mais pura melodia.
não teme que eu me esconda,
não lhe disturba que não me veja
se tiver uma melhor companhia.
Faz-se acompanhar por si mesma,
rápida como a morte ou lenta como a lesma,
sempre embalada pela mais pura melodia.
Zéphyro 16-02-2018
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