Por vezes, até a mim me surpreende
a minha capacidade para fazer asneira.
Como se tivesse uma espécie de mão cósmica,
que me leva a deitar tudo a perder,
sempre no momento mais crucial.
Se não tivesse ainda aprendido o suficiente...
Mas já vezes sem conta estudei desta cartilha.
Já inúmeras horas passei sentado,
em frente a esta grande roda viva.
Devia esse tempo ter-me educado.
Como chama que queima a pele
e inibe futuras veleidades.
Devia esse tempo ter sido frutífero,
levando-me a crescer como individuo social
e a rejeitar de vez o facilitismo.
Não! Teimo em voltar sempre atrás,
para cometer cada erro pela primeira vez.
Novamente, vezes sem conta.
Chego á conclusão que vivo numa espécie de loop,
um qualquer universo paralelo e redundante
que me leva sempre de um lapso para o seguinte.
de uma má opção para uma pior ainda.
De uma provação para um inferno real.
Porque será que sempre borrato a pintura
quando está ela tão próxima dos acabamentos?
Porque teimo em manter-me no atalho
que me leva invariavelmente a andar em circúlos?
Serei desorientado por natureza?
Ou apenas naturalmente perdido
e próximo da perdição?
Cansa este caminho... este percurso,
feito a paredes meias com a responsabilização,
a punição e a culpa.
Cansa esta viver nocivo
que vai roendo os alicerces
de tudo que tenho em meu redor.
Porque teimo em errar?
Serei uma alma redundante?
Até a mim me surpreendo
caso o não seja.
Zéphyro 30-01-2012
Fica descansado, que não és o único!:-)
ResponderEliminarÉ esta a sina das almas errantes... vaguear pela vida e cometer todos os erros! Mas antes assim, errar é viver intensamente!
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