De dentro para fora, queimam os tolos.
Que todos, com dolo, moderam o pecado.
As árvores, morrem de pé e subnutridas.
Como os hirtos vagabundos que vagueiam
pelas noites acordadas a ferro e fogo.
Vergar ao vento, apenas os puros.
Que sentem a dor da pedra que atiram
e caem antes do inimigo que ri assolapado.
Os rufias, são sempre certeiros.
Tal como a pedra, nascida para ser arremessada,
desconhecendo motivos, credos e justiças.
A luta, é o autoflagelo dos parvos.
Que patos que são, chamarizes num rio
feito com o suor da própria sorte.
Esbracejam, clamando a si o tiro
disparado para a massa esvoaçante
que lhes segue o aceno ignorante.
Os caçadores, nunca choram o derrame
do sangue da presa abatida sem pressa.
Jamais pensam nos orfãos patinhos
que se escondem no eco do chumbo,
cravado numa asa qualquer.
Peso sente o que se perde no caminho de alguém.
Pedras nas costas, bigornas nos ombros
responsáveis por tanto gesto falsificado.
Remorsos na alma, chagas nos pulsos
que seguram a culpa do desterro em catadupa
que catapulta o mundo para o embaraço.
Quem rouba por gosto não cansa.
Leve como uma pena nas mãos de um profeta.
Que escrevinha mundos e medos
com a mesma intensidade, com o mesmo brilho nos olhos.
De dentro para fora, morrem os tolos.
Sem darem pela morte que os alcançou.
Zéphyro 12/07/2014
Que todos, com dolo, moderam o pecado.
As árvores, morrem de pé e subnutridas.
Como os hirtos vagabundos que vagueiam
pelas noites acordadas a ferro e fogo.
Vergar ao vento, apenas os puros.
Que sentem a dor da pedra que atiram
e caem antes do inimigo que ri assolapado.
Os rufias, são sempre certeiros.
Tal como a pedra, nascida para ser arremessada,
desconhecendo motivos, credos e justiças.
A luta, é o autoflagelo dos parvos.
Que patos que são, chamarizes num rio
feito com o suor da própria sorte.
Esbracejam, clamando a si o tiro
disparado para a massa esvoaçante
que lhes segue o aceno ignorante.
Os caçadores, nunca choram o derrame
do sangue da presa abatida sem pressa.
Jamais pensam nos orfãos patinhos
que se escondem no eco do chumbo,
cravado numa asa qualquer.
Peso sente o que se perde no caminho de alguém.
Pedras nas costas, bigornas nos ombros
responsáveis por tanto gesto falsificado.
Remorsos na alma, chagas nos pulsos
que seguram a culpa do desterro em catadupa
que catapulta o mundo para o embaraço.
Quem rouba por gosto não cansa.
Leve como uma pena nas mãos de um profeta.
Que escrevinha mundos e medos
com a mesma intensidade, com o mesmo brilho nos olhos.
De dentro para fora, morrem os tolos.
Sem darem pela morte que os alcançou.
Zéphyro 12/07/2014
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