São águas, águas vis em que me banho.
Tépidas, cálidas, turvas e fúteis...
Mas mesmo submerso, indago e estranho,
que em tantas almas, tantos inuteis...
São males, males comuns de que me rio.
Ruindade latente, inércia... desprezo...
Esgar de dor,laivo quente em sonho frio,
petrifico, caio vitreo,não sou beato, mas também rezo!
São montros, monstros gulosos de quem fujo.
Bestas sedentas de clonagem, desaire imposto...
Corro, tropeço, choro a alva, absorvo o sujo,
Desabo em mim treva de mil noites... e desgosto!
Ainda que airoso por discernir e ver de fora,
Ainda que de longe lamente, o calor do fogo posto,
Escasseia-me a força, as ganas de ir embora,
Antes sofrer por quem hoje não sabe. Nem saberá nunca... Aposto!
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