quinta-feira, 13 de junho de 2019

Verter em palavras

Não sei como verter em palavras aquilo que sinto...
Porque nem sempre estou certo daquilo que sinto...
Por vezes sinto tristeza e depressão,
outras, sinto o coração em euforia.
De vez em quando sinto a noite e a escuridão
e de quando em vez sinto a clareza da luz do dia.


Não sei como verter em palavras aquilo que sou...
Porque nem sempre estou certo daquilo que sou...
Por vezes sou uma sombra sem significado,
outras, o sangue azul da realeza.
De vez em quando sou um louco revoltado
e de quando em vez sou a razão e a certeza.


Não sei como verter em palavras aquilo que vejo...
Porque nem sempre estou certo daquilo que vejo...
Por vezes vejo a futilidade ignorante de toda a gente,
outras, vejo a beleza, a esperança e a bondade.
De vez em quando vejo um mundo inconsequente
e de quando em vez vejo em todo o mundo liberdade.


Não sei como verter em palavras aquilo que quero...
Porque nem sempre estou certo daquilo que quero...
Por vezes quero a morte e quero o nada,
outras quero a sorte e o calor de um abraço.
De vez em quando quero correr todos à porrada
e de quando em vez, quero estar completo com aquilo que faço.


Não sei como verter em palavras as palavras em que penso...
Porque nem sempre estou certo das palavras em que penso...
Por vezes penso em desfazer que rima com esquecer
outras, penso em arte que rima com estandarte.
De vez em quando penso em morrer que rima com desaparecer
e de quando em vez penso em amor que está em toda a parte.



Zéphyro 13-06-2019

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